ARA (Almeida Revista e Atualizada)

Sendo uma das versões mais utilizadas nas igrejas históricas como Presbiteriana, Batista e outras, a Almeida Revista e Atualizada (ARA) foi publicada em 1959 pela Sociedade Bíblica do Brasil, como resultado de treze anos de trabalho, contando com cerca de trinta revisores.

Foi baseada na tradução da Bíblia de João Ferreira de Almeida, a Almeida Revista e Corrigida, edição de 1898, e também na Tradução Brasileira da Bíblia, publicada em 1917. O texto base da tradução do Novo Testamento é o Texto Crítico de Nestle-Aland, estando em alinhamento com as novas evidências arqueológicas, em vez de seguir o tradicional Textus Receptus (Texto Recebido), o único à disposição na época de João Ferreira de Almeida, diferindo também da Almeida Revista e Corrigida que segue o Textus Receptus.

Apesar de ser apresentada como uma revisão da tradução de Almeida, apresenta-se como uma nova e muito diferente tradução.[1] Segundo Vilson Scholz, a ARA alterou em 30% o vocabulário da ARC. Quanto à linguagem, procurou-se um equilíbrio entre a linguagem erudita e a popular. Ela mantém o sabor clássico da antiga Bíblia de Almeida, mas substituiu as expressões que se tornaram arcaísmos com o tempo.